tudo o que der na cabeça, sobre qualquer coisa, a qualquer hora, onde quer que seja.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
NA ESTEIRA DO TEMPO, AQUILO QUE DEVE CONTINUAR.
Quando for preciso, terei explicação, quando não for, passarei ao largo, torcendo para que o silêncio seja duradouro. Manias, superstições... seja como for, espero que a fórmula que tem dado certo, continue. Viva a mesmice que abençoa. Viva a repetição que não cansa. Viva a esfarrapada verdade escondida na mentira, e a intrigante mentira oculta na verdade. Na exata proporção do equilíbrio entre o bem e o mal.
Adriano Monteiro.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Vulcões
Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal!
Tudo é quente lá dentro…e que paixão tamanha
A fria neve envolve em seu vestido ideal!
No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões…
Assim quando eu te falo alegre, friamente,
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha
Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente!
Florbela Espanca
Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal!
Tudo é quente lá dentro…e que paixão tamanha
A fria neve envolve em seu vestido ideal!
No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões…
Assim quando eu te falo alegre, friamente,
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha
Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente!
Florbela Espanca
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
... mais uma do TEMPO.
Hoje vejo que gostamos do tempo, mediante o benefício que ele nos traz. Junho e julho deixaram de ser tão atrativos quanto eram antigamente; por isso, passamos a tentar garimpar momentos. Frações de um tempo precioso cada vez mais esparso e escasso.
Adriano Monteiro
Adriano Monteiro
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
ARMAS
A desistência. A inconsistência. A indolência.
A procrastinação. A insatisfação. A negação.
Escudos ou espadas?
Adriano Monteiro
A procrastinação. A insatisfação. A negação.
Escudos ou espadas?
Adriano Monteiro
domingo, 6 de maio de 2012
VOLÚPIA IMORTAL
Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!
Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!
Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,
Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!
Augusto dos Anjos
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!
Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!
Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,
Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!
Augusto dos Anjos
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
TEIA
Teci teu rosto em minha memória
durante imensas noites insones.
Chamei teu nome em sonhos,
vã tentativa de tornar-te real.
Sofri imensamente o adeus que não houve.
Padeci diante dos meus fracassos.
Estavas distante demais.
Miragem…
impossível te tocar.
Tornei-te um objeto inalcansável.
O nunca me parece tão longe…
será difícil te esquecer.
É tão real a solidão
e tão triste deixar de te amar
sabendo que tudo não passou de uma ilusão.
Claudia Marczak
durante imensas noites insones.
Chamei teu nome em sonhos,
vã tentativa de tornar-te real.
Sofri imensamente o adeus que não houve.
Padeci diante dos meus fracassos.
Estavas distante demais.
Miragem…
impossível te tocar.
Tornei-te um objeto inalcansável.
O nunca me parece tão longe…
será difícil te esquecer.
É tão real a solidão
e tão triste deixar de te amar
sabendo que tudo não passou de uma ilusão.
Claudia Marczak
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Revoltado
Leia isto:
Tenho cara de otário? não?!
então vá se foder!!
não sabe ler?
então oiça isto:
Tenho cara de otário? não?!
então vá se foder!!
Entendeu ou quer que desenhe também?
Adriano Monteiro
Tenho cara de otário? não?!
então vá se foder!!
não sabe ler?
então oiça isto:
Tenho cara de otário? não?!
então vá se foder!!
Entendeu ou quer que desenhe também?
Adriano Monteiro
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Gotas de sabedoria diária.
A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.
John Lennon
John Lennon
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